Quase 60 milhões de brasileiros estão com nome sujo


A melhora da economia nos últimos trimestres está longe de acabar com o endividamento dos brasileiros. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que há quase 60 milhões (59,9 milhões) de brasileiros com o nome sujo, ou seja, em uma lista de devedores por causa de alguma conta em atraso e alguma restrição para tomar crédito ou fazer compras parceladas. O grupo representa 39,5% da população entre 18 e 95 anos.

Na população entre 30 e 39 anos, quase metade das pessoas está com o nome sujo (49%): são ao todo 16,93 milhões de brasileiros. Entre os jovens - de 18 a 24 anos -, a parcela de devedores é menor, de 21%, com 4,92 milhões.

O número total de inadimplentes avançou 0,23% em novembro, frente a novembro de 2016. Frente a outubro, o aumento foi de 0,15%.

"Mesmo com a estabilidade, a cifra ainda é bastante elevada. Para as empresas, o cenário implica a perda de potenciais consumidores; para os consumidores, implica restrição do acesso ao crédito", afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Na sua avaliação, a redução do desemprego é fundamental para a mudança desse quadro:

"Nos últimos meses, a economia brasileira iniciou um processo de recuperação. A atividade avançou por três trimestres consecutivos e a inflação e os juros recuaram. Algumas mudanças de regras também favoreceram o consumidor, a exemplo das novas regras do rotativo do cartão de crédito. Não obstante, a recuperação ainda é incipiente e não atinge o bolso do consumidor."

Entre as regiões, o Sudeste é aquela com o maior número absoluto de devedores, de 24,24 milhões. O Nordeste vem em seguida, com 16,85 milhões brasileiros com nome sujo.

Fonte: Época Negócios